Não sou muito pacífica. Sou mesmo uma típica Boanerges, que quer mandar vir fogo do céu para despertar os “infiéis”.

Uma das coisas que ativam esse meu lado belicoso é a incongruência. Poderão vir os comentários: mas humanamente estamos sempre caindo em atos que contradizem o que cremos… Está certo, considero essa tendência humana. Porém, quando o egoísmo nos cega a ponto de não evitarmos magoar o outro, não vermos a necessidade do outro, não estarmos nem aí com o outro, então me segurem - segurem mãos, pés, língua e até meu olhar, porque fico indignada. Eu me calo, se possível até saio de perto, até conseguir controlar esse vulcão que não deveria entrar em erupção.

Quando eu era criança, diziam que o contrário do amor é o ódio. Mas não é bem assim: o contrário do amor é o egoísmo. É essa doença que aprisiona o amor dentro de nós mesmos, sufocando-o, fazendo-o agonizar, enquanto os que estão ao nosso lado sofrem pelo amor negado, subtraído por nossa avareza.

Veja bem se você se importa com o outro; se não se importa de deixá-lo falando sozinho, de mão estendida, se não se importa de feri-lo para proteger o que julga ser seu, os sintomas são graves! Aprenda urgentemente a amar.

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