Ainda estes dias eu voltava a este assunto com um amigo: sem o amor a Deus sobre todas as coisas, o amor ao próximo não dura muito.

Sem o amor a Deus, podemos ter uma “tolerância”, uma aceitação do outro. Mas não chegamos a viver realmente o amor ao próximo; continuaremos nos amando mais do que a ele.

Sem envolver Deus no meio (digamos assim), podemos criar associações, fraternidades. Porém, haverá sempre exigências para que o próximo seja aceito.

Mas se amamos a Deus de todo nosso coração, com todo nosso entendimento, com todas as nossas forças,… e acima de todas as coisas, os limites e fraquezas do outro não serão barreira para que ele seja amado. De início, esse próximo que nos perturba será amado porque queremos viver o amor a Deus. Depois, o próximo será amado porque ele é amado por Deus. Por fim, penso eu, o próximo será amado simplesmente por ele mesmo: irrepetível criatura de Deus.

Melhor do que ler este post, veja o que Bento XVI diz a esse respeito: «Verdadeira religião consiste no amor a Deus e ao próximo» (Bíblia Católica News)

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