Não rezamos direito porque não entendemos direito o que é “oração”. Várias coisas concorrem para isso.

Muitos depreciam a “oração feita” - as fórmulas - chamando-as de “reza”. De fato, repetir uma fórmula sem se prestar atenção ao que se diz, vale muito pouco. Não disse que nada vale, mas que vale muito pouco. Pois o homem não é apenas racional, nem apenas espiritual, mas consciente e inconsciente: o que se fala fica gravado. Daí que orações aprendidas na infância voltam logo à memória, e nos lembramos de conselhos ouvidos na adolescência quando enfim aprendemos a lição. Da mesma forma, ainda quando rezamos de má vontade, apenas repetindo palavras de uma oração sem dar atenção, intimamente somos impregnados por suas palavras; elas nos tocam, causam alguma coisa “lá dentro”. A alma pede, anseia por aquilo. A alma sabe quem é, e reconhece o que a aproxima de Deus.

Portanto, não desprezemos as “rezas”.

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