Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos.
Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos.
A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda.
Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão.
Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo.
Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar?
Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também.
Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar,
é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará.

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